segunda-feira, 15 de setembro de 2014

BES velho no NOVO BANCO

Ridículo. A palavra que melhor define o estado da "coisa". Agora, alguns, dizem que Vitor Bento não tinha perfil. Eu discordo profundamente, não só acho que tinha como também foi usado para a fase mais difícil, onde nem banco de Portugal saberia a real situação e qual a preferência de conclusão.
Vitor Bento era dos poucos que poderiam assumir a liderança naquele momento. É das individualidades a quem reconhecemos integridade, dos que falam claro, dos que se apresentam sem sombras. Aceitou, aceitou bem o desafio, indigna a falta de lealdade para com o projecto inicialmente aprovado. Parece -me que nunca houve real intenção de o cumprir.
Continuamos sem perceber a razão para a turbolência....
Lamentavelmente.

Sá Carneiro

Francisco Sá Carneiro estava enganado quando afirmou uma maioria, um governo e um presidente... Falta o tribunal constitucional, faltou lhe esse pormenor que em política pura nunca se colocaria. Na realidade eles existem e fazem política apesar de serem um tribunal 

sábado, 6 de setembro de 2014

Marco Histórico - Face Oculta

Sim meus caros, estamos perante um marco histórico na vida democrática portuguesa. Estamos perante um marco histórico na vida recente deste país.
O processo face oculta e as condenações efectivas que de lá surgiram. Sinceramente, eu próprio já achava que, como sempre, nada se passaria, ninguém seria condenado, seriam todos inocentes. Pelo menos para a justiça, nunca na minha mais profunda perspecção.
Parece-me claro, todos nós sabíamos que esta rapaziada não andava aqui a brincar. Todos a abotoarem-se, mas isto acontece nas altas esferas (como é este caso) ou nas esferas concelhias e locais (no meu concelho).
A corrupção e o tráfico de influência não significa milhões de euros, pode ser no pormenor mais simples e pequeno. Na pressão, na coação para algo. Pode ser nacional ou internacional mas também é local. Eles existem, eles andam por aí.
Ora de todos os condenados destacam-se ilustres carreiras, cheias de poder. Altos quadros da Banca, Administradores da REN, entre outros que circulam por corredores que não são para todos. Restritos ao comum do cidadão.
Destaco aqui a noticia que me chamou a atenção para algo diferente que se passou neste processo:
http://expresso.sapo.pt/sete-excecoes-a-regra-que-fizeram-do-face-oculta-um-caso-unico=f888373
A ser verdade, temos aqui a chave para o sucesso das próximas investigações. Um caso a analisar e a estudar para ser aplicado a outros casos.
Infelizmente, o mérito é cada vez menos para a progressão do nível de vida. Cada vez mais, no meu concelho é assim (por exemplo), só se safa quem pertence a uma elite cor de rosa. Alavancada por cargos de favorecimento, contratando  empresas amigas e muitas vezes dos próprios. Também aqui poderia haver uma face, quem sabe várias faces.

Vamos aos segundo ponto, ao contrário do anterior este deixa-me triste, falta um elemento no processo.
Falta aquele onde havia matéria de facto, segundo público. Falta aquele que foi protegido pela STJ e pelo PGR. Falta o nosso, querido para alguns, antigo primeiro ministro (Sócrates). Crime de atentado ao Estado de direito, falta julgar este  retirar conclusões.

Conclusões: o processo funcionou porque nunca chegou ao topo da pirâmide. Isto é, ao topo na questão dos arguidos e ao topo na questão de quem investiga. Estou convencido que se tivessem chegado certas informações ao topo de quem investiga ainda hoje estaríamos na estaca zero. Sabemos o porquê disso.

Fez-se história pelas condenações, abriu-se um precedente que se quer para futuro. Aqueles que corrompem, aqueles que usam o poder para enriquecer de forma ilícita devem ser presos e condenador severamente por isso.






domingo, 31 de agosto de 2014

Acredito

Eu, com as deslocações feitas por aí, reparei num facto preocupante e perturbador também.... Não há sitio onde não esteja uma placa que diga QREN, PRODER, PROVER, etc etc etc... Isto significa que nós enquanto povo  tudo fizemos parte do dinheiro que não era nosso nem tão pouco o detínhamos.
Ora, este facto revela a nossa dependência de tudo e em tudo. Não é sustentável que assim seja, não vamos ter capacidade futuras para manter o que temos. Vai haver um dia em que tudo isto se acaba. Puff!
Espero enganar-me mas nesse dia entraremos numa ditadura.
Portugal precisa de mudar, de pensar a longo prazo, pensar nos netos dos netos. Se hoje tivermos que sofrer por um futuro melhor que assim seja.
Eu não aceito condenar o futuro só para, perdoem-me a expressão, ter grandes "orgasmos"no presente. Questiono muito as nossas capacidade de aplicar o que sabemos, questiono ainda mais o nosso espírito critico inexistente que permite tudo, especialmente milhões e milhões de financiamento em tretas. Formações da treta, projecto da treta, investimentos curtos e de treta.
Acredito!

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Soneto a Inês

Dos olhos corre a água do Mondego
os cabelos parecem choupais
Inês! Inês! Rainha sem sossego
dum rei que por amor não pode mais. 

Amor imenso que também é cego
amor que torna os homens imortais.
Inês! Inês! Distância a que não chego
morta tão cedo por viver demais. 

Os teus gestos são verdes os teus braços
são gaivotas poisadas no regaço
dum mar azul turquesa intemporal.

As andorinhas seguem os teus passos
e tu morrendo com os olhos baços
Inês! Inês! Inês de Portugal.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

domingo, 3 de agosto de 2014

A Banca, a banca

Mais uma história daquelas, mais de má gestão de falta de rigor, transparência e independência. O que se passa no Banco ES é um autentico atentado ao cidadão comum. Mas que raio de histórias são essas de dividir o bom e o mal? Como é isso feito? O bom e o mau não fazem tudo parte da mesma instituição.
Onde andam os investidores do BdP? Ainda disseram isso à uns tempos atrás.
E o vai fazer o Vitor Bento? Vai gerir um ou outro, ou os dois?
Que grande trapalhada, que grande trapalhada.......
Ainda vamos ver a familia ES comprar novamente o banco a quando da futura privatização. Assim já têm uma coisa limpinha e clarinha como águas cristalinas.
Miséria.