quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Internacionalização





Num mundo cada vez mais global, onde todos os dias falam de internacionalização achei por bem deixar umas notas sobre os vários tipos e modos de internacionalização empresarial.
Então podemos identificar 4 opções alternativas:
- Estratégia de empresa local – a empresa aborda o mercado internacional sem esforços especiais de adaptação.
- Estratégia de empresa multinacional – a empresa atende as
especificidades dos mercados onde actua, adaptando
convenientemente os produtos e serviços oferecidos.
- Estratégia de empresa global – a empresa tira partido dos países
onde vale a pena produzir e distribui de forma centralizada os seus
produtos para todo o mundo.
- Estratégia de empresa transnacional – a empresa procura extrair o
máximo de vantagem dos países onde localiza as suas actividades
produtivas e ao mesmo tempo esforça-se por adaptar a sua oferta
aos países onde actua.
Estas são estratégias que devem ser seguidas e ponderadas pelas empresas portuguesas. Só com a internacionalização é possível sair do abismo.

sábado, 11 de setembro de 2010

Na Drogaria




Enquanto estava à espera de ser atendido numa drogaria ouvi umas palavras muito interessantes.
Encontrava-se um senhor, talvez com uns 74 anos pedindo adubo de fundo, e no desenrolar das conversas típicas daquelas lojas o dito sr. disse umas palavras que me pareceram bastante assertivas, pura demonstração do empirismo que tinha feito ao longo da vida. Expressou então “Vivemos num país de estúpidos e de exploradores”.
Estúpidos porque apesar de a verdade estar toda à nossa frente recusamos constantemente em olhá-la, enfrentá-la, preferindo acreditar ou fingir que acreditamos em discursos da treta.
Exploradores porque aqueles que não têm, aqueles que usam o seu poder para enriquecer à custa da exploração dos outros assim como, aqueles que chupam até ao tutano o que o Estado lhes pode dar sem que façam qualquer contrapartida de esforço, esses sim são os grandes exploradores os profissionais do poder, como os profissionais do subsidio e da manipulação fiscal e social.
Este sr. De certa idade que vi a encontrar horas mais tarde com uma enxada na mão, fazendo buracos e dando uso ao adubo que havia comprado.
Certamente que nunca encontraremos aqueles vampiros que arruínam o bom que possa haver com uma enxada na mão!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Fosso Empresarial



Continuamos num caminho muito acidentado onde a criação de novas empresas e a dissolução constitui um fosso abismal.
Em todos os sectores esse fosso está bem evidenciado. É um fosso perigoso, que causa desigualdades, impactos sociais e muita agitação.
O sector da agricultura, produção animal, caça, floresta e pescas, o grosso do sector primário está cada vez mais pobre, com pouca atractividade. Para um sector essencial a uma sociedade desenvolvida que tem que se sustentar está muito aquém do que se espera.
Fazendo uma análise no terreno não é preciso valores nem estudos para olhar a tristeza envolvente. Os campos deste país estão completamente ao abandono, onde cresce erva sem dó nem piedade invadindo o que outrora foram belos campos, verdes e cultivados com muita agitação, empregando um bom número de pessoas. Hoje ficam as histórias e as memórias do que já foi.
É um imperativo voltar a criar, de forma séria e eficaz um bom associativismo, onde se preze a qualidade acima de tudo dando espaço aos pequenos agricultores, pescadores, etc. O associativismo agrícola é a única forma de conseguir posições fortes nos mercados e fazer face às importações. Se o associativismo funcionar o país ganha com isso, os pequenos produtores ganham com isso.

CMPS

domingo, 29 de agosto de 2010

Os boys e os pontos a que isto chegou



Cada vez está mais evidente que estamos a piorar dia após dia. Os sinais falam por si, agora são os míseros milhões que os vários presidentes de junta ganha. São míseros porque comparados com os ganhos de assessores e com o desperdício são uma pequena quantia.
Os nossos governantes sofrem de pura desorientação, a receita gerada pelos impostos aumentou, o que todos já sabíamos que ia aumentar, é natural que assim seja. Agora o que não sabíamos é que a despesa ia também aumentar, e aumentar tanto que o próprio aumento da receita não fez sequer face ao aumento da despesa. O que podemos dizer em relação a isto? Para ser sincero não sei.
Os Boys como foram chamados pelo ministro das finanças são aquele que mais próximos estão das populações, sentem os seus problemas, as suas dificuldades, estão na linha da frente no que diz respeito e mesmo assim não escaparam a uma crítica do ministro “no Money for the boys”. Se os cornos que o MEI Manuel Pinho fez foram insultuosos esta expressão não ficou nada atrás. Depois de tudo isto ainda vêem dizer que não há dinheiro para os boys. É uma palhaçada autêntica.
O país degrada-se a olhos visto, os problemas sociais são cada vez maiores, estamos todos cada vez mais pobres, a insatisfação das polícias está patente, a criminalidade, os tiroteios aumentam. O apodrecimento moral do país é cada vez maior.
Será que era este o país que algumas personalidades queriam. O que acharia Salgueiro Maia, Sá Carneiro, Álvaro Cunhal, Salgado Zenha, Amaro da Costa e muitos outros que já não estão entre nós.
Tenho plena convicção que haverá uma viragem para melhor mas até lá os custos que teremos que suportar são tão grandes e tão difíceis que podemos não aguentar.

CMPS…

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

O EURO.....


O euro é uma moeda que circula em alguns Estados-Membros.
Os países aderentes tiveram de se sujeitar a determinadas medidas por parte de UEM (União económica e monetária) isto é, os critérios de convergên-cia. Os critérios de convergência consistiam em estabilidade de preços, taxas de juro, Défices e estabilidade monetária, depois de cumprirem estes elemen-tos os Estados-membros poderiam então aderir há moeda única, o euro.
O nosso país, à semelhança de outros, cumpriu esses critérios e deu um passo muito importante para manter o acompanhamento face a outros ade-rentes e parceiros estratégicos.
As vantagens apontadas para o Euro são a eliminação dos custos e incómodos com o câmbio de dinheiro, facilitar a comparação de preços, asse-gurar um ambiente com baixas taxas de inflação, diminuir os custos de tran-sacção de dinheiro, facilitar a circulação de recursos humanos tanto de turistas como de empregos e dar uma moeda estável aos mercados, criando uma moeda forte nos mercados internacionais igualmente como o Dólar e o YEN.
As desvantagens apontadas respeitantes a uma moeda única foram a possibilidade do euro se desvalorizar em excesso, o que não tem acontecido até agora, aumento de concorrência e ajustes de mercado de trabalho, os cus-tos operativos e ajustes, possibilidade de choques económicos.
A meu ver, Portugal, depois da adesão começou a sentir enumeras difi-culdade na economia, perdeu alguma independência monetária passando a existir uma política monetária regulada e gerida pelo Banco Central Europeu, perdendo alguma independência em relação a matérias monetárias e consecu¬tivamente económicas, um dos trunfos habitualmente utilizados por parte do Estado português era a desvalorização da moeda, na altura o Escudo.
Quanto à adesão de Portugal é difícil explicar se foi bom para o nosso país ou não, digamos que teve os seus prós e contras isto é, Portugal manteve-se na linha da frente do euro, pois mais tarde ou mais cedo teria de aderir.
O aspecto negativo que cada vez mais se tem reflectido na população em geral foi o aumento dos preços, por exemplo, antes do euro um café cus-tava 50 escudos no pós euro passou a custa 50 cêntimos se aplicarmos as taxas de conversão podemos observar que houve uma aumento do preço de aproximadamente 100%. A meu ver a economia portuguesa não está nem estava preparada para competir com os outros países europeus e com as suas economias mais desenvolvidas.
No mercado mundial o euro tem se mostrado uma moeda forte e estável, não desapontado a expectativa inicial. Com o euro passou a ser mais barato comprar bens e serviços como por exemplo aos EUA.
Com a entrada em vigor da moeda única a economia portuguesa passou a estar em concorrência directa com as economias europeias tornando-se muito difícil para a economia nacional rivalizar com as restantes economias como a alemã e espanhola que se demonstravam com um poder competitivo muito superior ao nosso, factor qual se tem vindo a agravar ao longo dos últimos anos e factor pelo qual nos mantemos em crise e em grandes dificuldade. Talvez ainda não tenhamos conseguido perceber a forma de actuar das economias concorrentes e parceiras.
Um dos sectores que mais sofreu com um mercado aberto e concorrencial onde é muito fácil a entrada e saída de produtos foi a Agricultura, os nosso agricultores estavam habituados a uma forma de produção muito diferente da que é exigida actualmente, por consequência sofreram bastante com isso, ten-do enumeras dificuldades no escoar dos seus produtos e na competitividade de preços pois chega ao nosso país os mesmos produtos, mais baratos, oriundos de outros países europeus.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Corrida de touros




Cada vez mais se tenta atentar contra as touradas dizendo que o sofrimento do animal é cruel.
Sem dúvida, mas não é cruel matar um coelho, um porco, uma galinha? Mas é obvio que é cruel. Por isso, não é com o argumento da crueldade que lá vão.
Touro é um animal nobre criado com uma finalidade, ser bravo para poder ser lidado. Todo o toiro que se distinga pela sua bravura pode ser poupado voltando para o campo e funcionando como semental da ganadaria.
A festa dos toiros está viva, bem viva, olhando para diversas praças do país. Não há sinais de morte.
Os que estão contra as touradas só têm uma hipótese de acabar com elas, essa hipótese passa pela proibição.
Quando proibirem as corridas desencadear-se-á um efeito dominó. A extinção da espécie estará anunciada, os campinos deixaram de ter importância, a cultura morrerá de forma triste.
Temos que respeitar as culturas dos povos. Não podemos dizer que uma cultura é melhor que as outras, as culturas não podem ser avaliadas.

Incêndios




Mais um ano e o nosso país vive o castigo dos incêndios.
Por muito que tente não consigo entender o porquê. Será as condições ambientais? Será mão criminosa? Será acidentes? Não entendo.
Os proprietários e as câmaras municipais deviam estar mais, muito mais atentos à limpeza das matas e dos campos. Os campos que estão cada vez mais abandonados, com feno enorme, onde um pequeno rastilho provoca um choque explosivo.
É apenas mais uma incapacidade do nosso país.
Quantos criminosos é que já foram presos este ano? Que tenha visto nas notícias nenhum. É estranho.